Os Canabinoides vegetais ou fitocanabinoides são as substâncias químicas associadas às propriedades medicinais da Cannabis sativa, encontrados em maiores quantidades nas flores fêmeas da planta. Embora o uso da Cannabis como remédio seja documentado há pelo menos 2 mil anos, apenas no século 20 os canabinoides foram descobertos e identificados como as substâncias por trás desse potencial terapêutico.

O CBD foi o primeiro composto desse tipo a ser isolado e descrito, em 1963, pelo químico israelenese Raphael Mechoulam. O mesmo pesquisador descobriu, um ano depois, o THC, composto da planta que é psicoativo – ou seja, que produz alterações de comportamento. Atualmente, cerca de 80 canabinoides são conhecidos e investigados pela ciência.

Os efeitos medicinais diferenciados de cada variedade de Cannabis são consequência de alterações na quantidade e nas proporções de canabinodes produzidas por suas flores. O desconhecimento desse fenômeno no século 19, quando seu uso como remédio se tornou muito popular no mundo ocidental, restringiu sua aplicação pela medicina. Hoje em dia, com o uso de genéticas estabilizadas, técnicas padronizadas de cultivo e testes em laboratório é possível produzir plantas com quantidades e proporções definidas de canabinoides, permitindo o desenvolvimento de seu potencial terapêutico.

O delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) é a principal substância psicoativa encontrada na Cannabis, ou seja, ela induz efeitos psicoativos, que alteram a atividade mental e o comportamento do indivíduo. Suas propriedades medicinais mais conhecidas e investigadas são como analgésico, anti-inflamatório, antiespasmódico (controle de espasmos musculares), regulador do apetite e antiemético (reduz o enjoo). É usado para náuseas, dores crônicas, vômitos e como paliativos dos sintomas do câncer e de tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Evidências experimentais ainda sugerem diversas outras aplicações.

O sistema endocanabinóide é um complexo sistema de comunicação entre neurônios descoberto a partir de pesquisas sobre o efeito os canabinoides vegetais sobre o corpo humano. Descrito em 1992, ele é importante para a manutenção do equilíbrio de diversos processos fisiológicos importantes, como o apetite, a dor e o sono. Por essa razão, ele tem sido alvo do desenvolvimento de novas classes de medicamentos.

Os principais integrantes desse sistema são os receptores canabinoides e substâncias produzidas por nosso organismo que interagem com eles, os endocanabinoides. Existem alguns tipos de receptores canabinoides descritos.

Os mais importantes e estudados são os receptores canabinoides 1 (CB1), presentes principalmente em células do sistema nervoso central, e os receptores canabinoides 2, mais comuns em células do sistema imune. Também são conhecidos alguns tipos de endocanabinoides. Os mais bem estudados são a anandamida (AEA) e o araquidonil-glicerol (2AG).

Nas últimas décadas, centenas de estudos sobre esse sistema foram realizados e hoje se sabe que diversos problemas de saúde estão associados ao desequilíbrio do seu funcionamento. A ação terapêutica dos canabinoides vegetais é explicada por sua interação com os receptores canabinoides e seu potencial de restaurar o funcionamento normal do sistema endocanabinoide no organismo humano.

Os Canabinoides vegetais ou fitocanabinoides são as substâncias químicas associadas às propriedades medicinais da Cannabis sativa, encontrados em maiores quantidades nas flores fêmeas da planta. Embora o uso da Cannabis como remédio seja documentado há pelo menos 2 mil anos, apenas no século 20 os canabinoides foram descobertos e identificados como as substâncias por trás desse potencial terapêutico.

O CBD foi o primeiro composto desse tipo a ser isolado e descrito, em 1963, pelo químico israelenese Raphael Mechoulam. O mesmo pesquisador descobriu, um ano depois, o THC, composto da planta que é psicoativo – ou seja, que produz alterações de comportamento. Atualmente, cerca de 80 canabinoides são conhecidos e investigados pela ciência.

Os efeitos medicinais diferenciados de cada variedade de Cannabis são consequência de alterações na quantidade e nas proporções de canabinodes produzidas por suas flores. O desconhecimento desse fenômeno no século 19, quando seu uso como remédio se tornou muito popular no mundo ocidental, restringiu sua aplicação pela medicina. Hoje em dia, com o uso de genéticas estabilizadas, técnicas padronizadas de cultivo e testes em laboratório é possível produzir plantas com quantidades e proporções definidas de canabinoides, permitindo o desenvolvimento de seu potencial terapêutico.